ARRANCA A CABEÇA DO REI e sobre a denúncia política festiva

por Hank Levine e Paola Barbieri Pasquali

 

 

Enquanto muitos esquecem que a Espanha ainda é um Reino, outros poucos sabem que  ainda envia à prisão artistas como o rapper Pablo Hasél por “injuriar à monarquia” de Juan Carlos I em suas canções.  Mas foi possivelmente por esse último, que a multidão que esperava a Francisco El Hombre encerrar o Festival Murmura em terras andaluzes espanholas, no último sábado 21 de maio,  hesitou em repetir a ordem de decapitação  proposta pelos seus  integrantes. “Se canta em português não tem censura!” alguém gritou. Eram duas horas da manhã e a festa estava só começando. Banda e público explodiram então em uníssono  o título dessa matéria ¡

 

 

 

 

Algumas horas antes disso nos encontramos com Francisco El Hombre (FEH) para uma entrevista no pátio da pousada em Laujar de Andarax. A construção era anterior à Guerra Civil espanhola, ao nosso redor  haviam cadeiras pregadas nas paredes, muitas flores de alcachofra, a torre da igreja do povoado e o burrico Baldomero.  FEH chegava de Grande Canarias, seria o sexto show seguido da turnê na Espanha e para encerrar um festival organizado em um cenário bucólico entre a Sierra Nevada  e o Mar Mediterrâneo.

 

 

A conversa iniciou com os irmãos Mateo (vocal e violão) e Sebastián (vocal, bateria) e a intérprete LAZÚLI (Ju Strassacapa, vocal, percussão) repassando um pouco a história da banda hippie politizada que não aceitou mais os cachês injustos da cena contracultura e preferiu literalmente passar o chapéu na praça.

 

 

 

Sebastián : na fase inicial,  éramos uma banda que passava chapéu na praça com voz e violão e tocando canções que refletiam a nossa arte, então eram músicas acústicas, repetitivas, muito participativas, muito alegres ... SOLTASBRUXA (2016) foi nosso álbum de estréia , “pré-adolescente”,  porque a banda ainda estava começando a se  descobrir.  Nosso álbum seguinte RASGACABEZA (2019) é o álbum “adolescente” da banda ...um álbum com raiva, agressivo, o álbum instável... O final da turnê do álbum RASGACABEZA culminou com a pandemia e sair da estrada desestabilizou FEH. Parar com o movimento geográfico nos fez repensar muita coisa, nossas relações internas, nos fez entender pela primeira vez o que foram estes  últimos quase 10 anos de estrada, nos conectou com que havíamos deixado de lado por  muito tempo, e a sensação que temos é que, se no  primeiro EP (2014) de FEH a primeira faixa do disco se chama PARA ALÉM DA PORTA O  MUNDO com o disco CASA FRANCISCO (2021)  a gente volta para casa de uma forma já mais amadurecida, com novas rugas, novos cabelos brancos e novas experiências e nos reaproximamos  do “Nós” pré-adolescente que éramos no começo da banda. CASA FRANSCISCO é um disco mais caseiro, mais nosso, a volta ao ninho ...

 

 

 

HL: sobre a nova faixa ....

 

 

Mateo: a música se chama ARRANCA  A CABEÇA DO REI, ainda vamos lançar e vai ser a nossa música de trabalho nos próximos meses. Fala claramente sobre o momento que estamos vivendo nessa reta final do governo Bolsonaro. O momento atual do Brasil é um momento que requer manifestação. A gente vem de um país extremamente violento no seu discurso porque o seu porta-voz,  o presidente,  tem um discurso que elogia torturadores, um discurso que é racista, fascista , sexista, que tem todas formas de violência possíveis em si. E essa crise politica de desanimo, em pleno ano eleitoral, não é um momento para ficarmos quietos e fazer de conta que nada acontece. Então o momento agora é de juntarmos os mãos e colocar um propósito a frente e levar nossa mensagem .. e essa  mensagem chama ARRANCA A CABECA DO REI.

 

 

 

Sebastián: FEH  têm muitas músicas com um cunho político, algumas mais diretas e outras menos. MATILHA, BOLSONADA, TRISTE LOUCA OU MÁ são musicas que carregam movimentos políticos que julgamos serem urgentes e necessários, mas há outras músicas também que podem ser convites a repensar atitudes, que talvez  entram no ouvido em uma forma mais sutil,  como no caso de CORAÇÃO ACORDA. O nosso público dos shows já pensa muito parecido com a gente .. isso é muito legal... mas ficar pregando para convertido não transforma o  mundo. Por isso também acreditamos muito no didatismo revolucionário, passar mensagem numa forma didática, que traga para perto certas pessoas que talvez  não teriam a mesma afinidade com as nossas idéias inicialmente.. e procuramos estrategicamente, dependendo do clima, da  temperatura política, trazer músicas de um jeito ou de outro para alcançar nossa meta de transformar (...) tentar trazer  essa leveza, esse “desafogo”, este entretenimento que é necessário .. .. mas também com direcionamento para que uma sexta feira festiva se transforme em um fim de semana pensativo e talvez em uma segunda feira transformadora.

 

 

 

LAZÚLI: para mim nossa música chega agora como um acalanto, que é uma coisa que a gente sentiu que precisava  trazer para este disco (CASA FRANCISCO).  Era hora de trazer justamente a sensibilidade, a compaixão, a união, o carinho e a alegria especialmente .. Depois de muito caos, do qual a gente falou  também falou nos discos anteriores,  a gente sentiu que o momento pede algo novo, já chega disso ... é muito revolucionário ser alegre e ser feliz .. acho que é uma das mensagens do disco.. e uma coisa que a gente traz no show também .. romper barreiras invisíveis de interação, no fim das contas vira um caldeirão...

 

 

 

HL: e sobre o documetário #VAIPRACUBA?

 

 

 

Mateo: Em 2016 fomos convidados para tocar em Cuba, quando ainda éramos uma banda pouco conhecida e estávamos para lançar nosso primeiro álbum Soltasbruxa, mas não tínhamos dinheiro para fazer os dois. Fizemos um Crowdfunding para financiar  nossas passagens e o término do disco. Então decidimos fazer um documentário aproveitando nossa viagem e a  idéia  era  mostrar nosso ponto de vista  sobre um país que naquela época era tão polêmico no Brasil. A expressão  “VAI PARA CUBA “  era usada pela direita reacionária para xingar qualquer pessoa que pudesse manifestar “algo da esquerda” , como andar de bicicleta por exemplo... “ Vai para Cuba comunista ..” (risos)

 

 

 

HL: sobre a turnê na Espanha e o Festival Murmura:

 

 

 

Sebastián: Está lindo,  está MUY GUAY .. a gente tocou 5 shows seguidos: Barcelona, Donostia, Madrid, Gran Canaria, Mojo Music e hoje tocamos aqui em Almería ... para o público que não fala português precisamos refazer nosso show e usar um pouco do que aprendemos tocando na rua, cativar o público independente se nos conheçam, trazer nossa mensagem independente se as pessoas estão dispostas a ouvir. O lugar é muito bonito e parece que estamos em uma experiência onírica.

 

A gente vai ter o desafio , o privilegio e a oportunidade de subir no palco e mostrar quem somos, e em pouco tempo tentar interpretar nosso público e definir como vai ser o show,  de modo que quando a gente desça do palco todo mundo tenha vivido uma experiência catártica coletiva.

 

 

 

HL: e sobre tocar na rua

 

 

 

Sebastián: Tocar na rua é muito enriquecedor, é muito divertido mas é muito cansativo porque para fazer uma boa apresentação você tem que dar tudo .. e nessa fase  o fazíamos para pagar nossas contas. Foram 3 anos muito intensos, 2,3 shows por dia, tocávamos em restaurante em troca de comida, nos hotéis por hospedagem, e na rua passando o chapéu... com essa rotina, criando esta expectativa no público, o dinheiro que a gente levantava era maior do que nos bares convencionais, no nosso caso na cena contracultura, e além disso pudemos criar um público mais real. Então entendemos que além do aprendizado essa também era uma forma muito mais promissora para a banda pode crescer ..

 

 

 

Mateo: esse formato de improviso, de tocar na rua, quando inesperado, ele gera uma memória muito mais inesquecível para o público, porque esse show é único. Aproveito para citar David Byrne: a música tem o poder de se adaptar onde será tocada. E isso é algo imprescindível nos artistas, capacidade de adaptar-se e tocar as pessoas com a música.

 

 

 

Com um inesperado sonido estridente ao fundo, o burrico Baldomero interrompe a nossa entrevista avisando que está em sua hora de cenar e Dona Lola, a dona da pousada, que voltava de alimentar sua mascota finalmente nos pergunta: “mas quem é esse tal Francisco?”

 

 

 

Sebastian: Francisco El Hombre é um personagem lendário da Colômbia que descobri lendo o livro  “100 Anos de Soledad” de Gabriel García Márquez. O personagem viaja com seu acordeón, de praça em praça, cantando sobre o que aprendia no caminho. Então, de certa forma era ele quem levava as notícias, as pessoas se sentavam para escutar e ficar sabendo dos acontecimentos no resto do país e ao mesmo tempo o fazia com uma boa “onda”... E o que fazemos é isso: viajar pelas cidades comunicando o que estamos aprendendo no caminho com uma boa onda, com nossas músicas e festas, estamos fazendo nossa denúncia política festiva.

 

 

 

E Dona Lola nos conta que há muito, muito tempo atrás, havia uma época do ano em que era permitido sair e bailar, sem pudores nem censura, e as pessoas nesse dia podiam cantar suas críticas e blasfêmias aos que governavam, e não seriam vítimas de retaliações nem represálias. Era uma festa pagã de quase todos os povos antigos de Almería e se chamava carnaval. E como não deveria deixar de ser, em meio a tanta natureza, a voz sábia da experiência nos fez a todos calar. “Atenção, atenção para a última canção”.

 

 

 

 

 

 

FRANCISCO EL HOMBRE - Integrantes:

 

 

- Sebastianismos (voz y percusiones) - Sebastián Piracés-Ugarte

 

- Mateo Piracés-Ugarte (voz y guitarra) - Mateo Piracés-Ugarte

 

- Andrey Kozyreff (guitarra) - Andrei Martinez Kozyreff

 

- LAZÚLI (voz y percusiones) – Juliana (Ju) Strassacapa

 

- Helena Papini (bajo)

 

 

Hank levine film & music GmbH - since 1995 - audiovisual production & distribution company, music label, musical production and music licensing - news: the city of god remix tracks now on spotify + Upcoming project: the city of god musical

 

The DIALOGUE EARTH DVD with the 78 Min. movie and 54 Min. Bonus Videos and Photo Gallery. For All Regions. Spoken languages: English and German. Subtitles available in six languages: English, German, Italian, Spanish, French and Brazilian Portuguese. Now for sale on online platforms and retailers.


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QuickTime Video Format 54.6 MB

Dialogue Earth Trailer English - No subtitles - 2 Min :

Dialogue Earth Trailer English with German subtitles - 2 Min. :

 

Worldwide digital release of our documentary Dialogue Earth, the Ulrike Arnold portrait, through the Cologne based TVoD / Video on Demand platform Kino on Demand (KoD) https://www.kino-on-demand.com/movies/dialogue-earth

 

Please make a note:  On April 22 nd, 2021, the 51 st Earthday

 

Hank Levine Film & Music GmbH

Since 1995

Contact: Hank Levine  +34-722-383-352  hanklevine@mac.com // © All rights reserved 2022 Hank Levine Film & Music GmbH

 

 

 

 

 

 

 

  Digital Release of the

GINGA The Soul of Brazilian Football

soundtrack on all streaming and online sales platforms available

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  EXODUS  - WHERE I COME FROM IS DISAPPEARING (Exodus-der weite Weg) - Festivals

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DIALOGUE EARTH

 

Following its world premiere at the 6th Noida International Film Festival-19 in India - Honorable Jury Mention - , DIALOGUE EARTH screened at the Five Continents International Film Festival FICOCC - Awarded "Best Feature Documentary" -  in Venezuela, as well as the Chicago Independent Film Festival CIFF - Awarded "Best Feature Director Hank Levine", Fünf Seen Filmfestival in Germany, DocUtah and Fort Lauderdale Internat. Film Festival in the US, official selection at Elba Film Festival and the Geo Filmfestival, as well as the Intimate Lens - Festival of Visual Ethnography, all 3 in Italy, as well as the TRT documentary awards in Ankara, Turkey.

 



 

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Dialogue Earth The 78 minutes full length screener of the final movie upon request. Spoken languages in the film are English and German.

 

Subtitled versions are available in Italian, French, Portuguese, Spanish, English and German.

 

Contact: hanklevine@mac.com also for festivals & sales.

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DIALOGUE EARTH  Featuring incredible photography of spellbinding landscapes  and a soundtrack by the Oscar nominated artist Volker Bertelmann aka Hauschka (Lion, 2016), the Hank Levine directed Dialogue Earth offers a moving portrait of Ulrike Arnold who paints with earth and meteorites from remote areas all around the world, and now travels through archaic, mystical landscapes in the American Southwest, especially the wilderness of southern Utah. Her encounters with old friends, farewells to others who have passed away and the spirituality that Eli Secody of the Navajo Tribe finds in her paintings, lead us to contemplate her legacy and why her upbringing has led her to undergo a lifelong journey of seeking. The day she exhibits her work at White Pocket in
the Vermilion Cliffs Wilderness, Trump announces his  executive order permitting the dismantlement of national monuments, to open up more federal land for exploitation. Visiting the US-Mexican border with artist friend Peter Young, she reveals her plans for her next work: the One World Painting, bringing together all of the earth she has been collecting over the past four decades from all over the globe, as a statement to preserve our unique planet and as an articulation of unity, equality, peace and harmony.
“It comes from within the Earth, spreads out to  the Sun and continues on into space” - Eli Secody
The One World Painting, a giant exclamation mark, shall be exhibited on upcoming Earthdays.

 

Dialogue Earth 78 Min.

 

Featuring:

Ulrike Arnold, Dennis Hopper, Margarete Arnold, Jack Mc Neil, Eli Secody, Marvin Killgore, Peter Young, Ana Kasparian, Dr. Gerard T. van Belle, Walter Arnold. 

 

edited by Renan Laviano

aerial photography by Victor van Keuren

Contact: Hank Levine  +34-722-383-35 hanklevine@mac.com // © All rights reserved 2022 Hank Levine Film & Music GmbH

 

World Premiere: The digital version of "City of God Remixed" Volume 1, Volume 2 and Volume 3, with a total of 53 tracks, has been released by its Rihtsholder and Music Label Hank Levine Film & Music GmbH now available for Download and Streaming on all platforms worldwide. Enjoy this unique music experience including several new and yet unreleased Remixes.

 

Album of Electronic Music Recalls the Legacy of City of God

 

Volumes 1 and 2 of the City of God – Remixed, along with the new Volume 3, will be available for the first time in a digital format. 

 

 

 

São Paulo and Berlin, December 15, 2018 — To commemorate the 15-year anniversary of City of God, Hank Levine Film & Music will launch a collection of official music from the film on December 7. Volumes 1 and 2 of the City of God – Remixed, along with the new Volume 3, will be made available in a digital format for the first time. 

 

 

 

This launch is available through the digital distributor www.feiyr.com which has partnerships with 300 online stores such as iTunes, Apple Music, Amazon, Spotify, You Tube, Beatport and Deezer. 

 

 

 

The three albums of (Cidade de Deus) City of God - Remixed together form a collection of 53 tracks. The first two volumes, which up until now have been available only in small quantities on Vinyl or on CD, shall now reach a large audience.

 

 

 

The City of God - Remixed features new versions of compositions by renowned Brazilian artists such as Wilson Simonal, André Abujamra, Antonio Pinto and Seu Jorge – revealed in the film. Famous names in Brazilian electronic music are also represented such as the DJs Gui Boratto, Renato Cohen and Mau Mau, among many others.

 

 

 

The film’s co-producer and the producer of the albums, Hank Levine tells us that the project began due to the proximity that he developed with Brazilian music at the time when City of God was filming. “I went out to clubs often and I really like the music here, especially the electronic music. The idea was to use the success of the film as a vehicle to promote these artists internationally.”

 

 

 

Just like the film that inspired it, City of God - Remixed is about love and friendship, loss and conquest, death and survival. These songs touch the wounds of this country characterized by so much inequality without losing their dance rhythms which are so characteristic of Brazilian music. 

 

 

 

The styles include Techno, House, Drum & Bass, Chillout, Funky Breaks, Trip-Hop and many others. As an aesthetic resource, excerpts from the dialogue and soundtrack of the film have been added, including Zé Pequeno’s iconic phrase. The sum of these factors offers listeners a vibrant Brazilian environment

 

 

 

“What I most love about these tracks is their uniqueness. It’s worth watching the film to understand what is happening today in Brazil, and it’s worth hearing these albums if you’ve already seen the film,” adds Levine.

 

 

 

 

 

The Brazilian artists responsible for the 53 tracks are Gui Boratto, Renato Cohen, Wilson Simonal, Seu Jorge, Drumagick, Patife, Mau Mau, Beto Villares, Renato Lopes, Apollo 9, Dolores, Instituto, Antonio Pinto, Ramilson Maia, Autoload, Mamelo Sound System, Andre Abujamra, Anderson Noise, Anvil FX, Mad-Zoo, Mystical, Black Gero, FLU, Camilo Rocha, Yah!, Paula Chalup, Vidal, Philip Braunstein, Dolores, Edson X, Waterfront, AD,  Daniel Rezende, Felipe Venancio,  Influx, André Andreo, Periférico, and the Germans Meitz and Difusora.

 

 

 

These volumes include the genres of House, Techno, Brazilian, Trance, Chillout, Drum & Bass, Downbeat, Tribal-House, Funky House, Hip Hop /Rap, Jungle, Jackin’ House, Tribal-Techno, Trip-Hop, Funky Breaks, Liquid Drum ‘n’ Bass, Chillhouse, NuJazz House, and Breakbeat.

 

 

 

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 The new release by Label and Licensor Hank Levine Film & Music GmbH ...

 

The CITY OF GOD REMIXes go digital  - 53 Remixes by Brazilian DJ's and Music Producers inspired by the movie and its music CITY OF GOD Remixed Volume 1 and 2, as well as Volume 3 with new and yet unreleased tracks.

 

 

 

CD's and Vinyls: we are selling directly what's left in stock from the original release of Volume 1 and Volume 2.

 

 

 

Also in preparation the digital release of the official CITY OF GOD soundtrack album.

 

 

 

In development the CITY OF GOD MUSICAL, based on the movie CITY OF GOD directed by Fernando Meirelles.

 

 

 

As  Hank Levine Film & Music had expanded its music production and music creation related artistic activities over the past 18 years, we consequently shift our focus to Music production, licensing and related music label activities,  to further expand our activities in those and related areas.

 

Contact: Hank Levine  +34-722-383-35 hanklevine@mac.com // © All rights reserved 2022 Hank Levine Film & Music GmbH

 

Contact: Hank Levine  +34-722-383-35 hanklevine@mac.com // © All rights reserved 2020 Hank Levine Film & Music GmbH

P E O P L E    Hank Levine

 

 

Hank Levine’s works as director of documentaries include  ”Abandonados” (2010),  “Barcelona or Barsakh” (2011),   “Exodus - Where I Come From is Disappearing” (2016, “Exodus - der weite Weg”) and "Dialogue Earth" (2019).

 

He produced the  Lucy Walker directed documentary "Waste Land” ( 2010, “Lixo Extraordinario”) Academy Award Nominee for best feature length documentary, and the Maggie H. West directed   “War Zone” (1998),  as well as the feature films including "Rosa Morena" (2010, nominated for Best Danish Film/Robert Award) by Carlos Oliveira,  “Praia do Futuro” (2014, “Futuro Beach”) by Karim Aînouz and  “City of God” (2003, “Cidade de Deus”) by Fernando Meirelles, Academy Award Nominee for best director, best adapted screenplay, best editing and best cinematography.

 

Hank was born in Bonn.  His  Berlin based production company Hank Levine Film & Music GmbH was founded  in 1995.

 

“EXODUS - WHERE I COME FROM IS DISAPPEARING”

 

“Exodus - Where I come from is disappearing” (“Exodus - Der weite Weg”, 110 minutes) has been released theatrically also in Germany. The DVD/Blu-Ray release is scheduled for 2020 and a 90 minutes version of "Exodus- Der weite Weg" has been aired by the German public broadcasters through co-producers WDR and RBB and others since April 2019. 

 

city of god remixed

The CITY OF GOD REMIXes  go digital  - remixes by Brazilian DJ's and Music Producers of the original soundtrack from the movie. The 53  CITY OF GOD Remixed Tracks were produced by our company and released between 2003 and 2006 on CD and/or vinyl only: we are selling what' left in stock. Contact us for details.

 

The 2019 digital release also includes new and yet unpublished Remixes.

 

Furthermore, scheduled for 2020, are re-releases on vinyl, including a remastered special edition version.

 

Dialogue Earth  2019 release

 

 

Dialogue Earth is a feature-length documentary, which offers us a moving portrait of the German artist Ulrike Arnold who paints with earth and meteorites from remote areas all around the world, and now travels through archaic, mystical landscapes in the the American Southwest, especially the wilderness of southern Utah.

 

Her encounters with old friends and farewells to others who have passed away and the spirituality that Eli Secody of the Navajo Tribe finds in her paintings lead us to contemplate her legacy and why her upbringing has led her to undergo a lifelong journey of seeking.

 

Exhibiting her work at  White Pocket in the Vermilion Cliffs Wilderness on the day Trump announces his  executive order permitting the dismantlement of national monuments, she recognizes that this special landscape is in danger from mining and oil exploration.  Visiting the US-Mexican border with artist friend Peter Young, she reveals her plans for her next work:

 

To unite for the very first time in one painting earth colors from all the places she has visited over the past 38 years, to create a visual expression of the diversity of the continents and their peoples, as an articulation of unity, equality, peace and harmony.  This statement for the preservation and protection of our unique planet Earth is the One World Painting, scheduled to be exhibited for upcoming Earth Day.